Metodologia

Atendimentos psicológicos, atendimentos psiquiátricos, reuniões de Doze Passos de A.A. e N.A, Terapia Cognitiva e Comportamental, Terapia Racional Emotiva, Plano de Prevenção à Recaída. Os residentes são designados, para a realização das tarefas de manutenção do Centro, e atividades relacionadas à sua própria subsistência, tais como cozinhar, lavar suas roupas, limpar seus quartos, com a finalidade de adquirirem responsabilidade;

Atividades

Reunião de alinhamento das atividades, Terapia Individual, Dinâmicas de grupo, Projeto de Vida, Grupo de Terapia Ocupacional, Orientação Familiar, Reuniões de passos, Temáticas em grupo, Atividades físicas, Grafo terapia, Palestras, Avaliações dos Passos, Leituras Diversas, Vídeo Terapia, Trabalhos Escritos, Espiritualidade.

Objetivos

Parar a doença da adicção, auxiliando desde a base do tratamento de desintoxicação até o término do tratamento, da forma mais eficaz possível, evitando reincidências. Recuperar o sujeito, de maneira que este venha a se reestabelecer na sociedade com novos hábitos e institua a valorização à vida. Contribuir na prevenção da adicção, primando pelo método do convencimento e da conscientização, ofertando assistência para a comunidade. Investir na genuína e efetiva recuperação pessoal do residente, considerando aspectos particulares de acordo com o plano terapêutico individualizado.

Missão

Promover a transformação do indivíduo através da mudança de estilo de vida, levando-o a vencer suas próprias dificuldades e fazendo-o sentir-se parte de algo maior que a própria individualidade, o que possibilitará seu crescimento pessoal.

Responsabilidade

A responsabilidade, enquanto diretriz de atendimento, se constitui em três sentidos: a responsabilidade quanto ao serviço prestado; a responsabilidade da família do residente quanto ao envolvimento no tratamento; e a responsabilidade do residente quanto à qualidade e empenho ao tratamento. Quanto a este, existe um tripé que acompanha o residente desde seu ingresso na comunidade, o qual ele tem por responsabilidade seguir, assim como a equipe de trabalho tem por responsabilidade permanentemente salientar. São eixos que embasam o trabalho dos profissionais e dão alicerce à transformação da qualidade de vida do dependente químico, na superação do sistema de vida em que inicialmente se encontra. Este tripé compreende a ESPIRITUALIDADE, o TRABALHO e a DISCIPLINA.

Contrato de trabalho

O contrato de trabalho é firmado por ocasião do ingresso ao tratamento, muitas vezes junto com a família que acompanha o residente nesta busca. Existem casos em que o contrato de trabalho é estabelecido tão somente com o dependente químico, quando adulto e recorre ao tratamento sem a presença de familiares, que posteriormente virão a ser envolvidos de forma paulatina particularmente a cada situação.

Concepção teórica e técnica

Considerando a ideia de que a doença da adicção tem causas múltiplas, tanto biológicas, quanto psicológicas e sociais, trabalha-se com uma concepção teórica voltada à compreensão do sujeito em sua globalidade, tanto no que tange a seus aspectos físicos quanto emocionais, bem como à qualidade de pertencimento e de suas relações sociais. A teoria e o fazer definem a metodologia. Então, não basta querer auxiliar, mas compreender e fazer com que compreendam, tanto adictos quanto família e sociedade, o universo da correlação de forças que a dependência química e etílica envolve.

Adaptação e Desintoxicação (00 a 02 meses):

Período de extrema importância e uma das fases mais delicadas do programa. A adaptação é lenta, com períodos difíceis de SA (síndrome de abstinência). Alguns residentes sentem fortes dores de cabeça, sudorese, muita sede, pesadelos, pirose, medo, insegurança, gula e etc.

Conscientização e Interiorização (02 a 04 meses):

Adaptados às normas de moradia, percebem-se as primeiras mudanças nos residentes. Apesar de se conscientizarem da gravidade e extensão de sua problemática, intensifica-se o aprofundamento da espiritualidade.

Ressocialização e Reinserção Social (04 a 06 meses):

A volta ao convívio social causa muitas dúvidas, até porque é absolutamente impossível afirmar-se que, ao final da programação, o residente esteja curado. Porém, em sua reintegração social nas saídas do 4º, 5º e 6º mês, ele irá identificar as dificuldades de sua adaptação à nova vida.

– Em suas saídas, pratica a participação em grupos de autoajuda na frequência da programação “Só por hoje”, reforçando o tripé de espiritualidade, trabalho e disciplina, e trabalhando o 8º, 9º, 10º, 11º e 12º passos, além do passo do mês.

Preocupada com a possibilidade de desistência e recaídas, orientamos nossosresidentes nesta fase com forte trabalho de prevenção da recaída, com material didático e orientação. Muitos, chegando ao término do tratamento, notam a necessidade de permanecerem mais tempo no programa. Alguns ficam como estagiários ou são transferidos para outras centros terapêuticos , para auxiliar outros dependente químico em recuperação.