As mulheres desenvolvem concentrações sanguíneas mais elevadas do álcool, mesmo quando bebem uma mesma quantidade, mesmo levando em conta  diferenças de peso corporal.

 

Essa sensibilidade baseia-se, em parte na maior proporção de gordura e menor proporção de água no corpo feminino.

 

O álcool ingerido e diluído em uma menor proporção de água, resultando em um aumento de concentração. Alem disso, as mulheres exibem menor atividade uma enzima chamada álcool desidrogenase no estomago.

Na fisiologia feminina, uma quantidade menor de álcool e metabolizada; conseqüentemente, uma quantidade maior de álcool é absorvida pelas mulheres quando comparada aos homens levando também um aumento de concentração sanguínea de álcool.

 

Variações na organização do cérebro de homens e mulheres, particularmente a ação de substancias chamadas neuroesteroídes, também influenciam as diferenças entre os sexos em relação a resposta do organismo ao álcool. Esta maior vulnerabilidade explica, ao menos em parte, porque a dependência ao álcool e os problemas físicos associados progridem mais rápido em mulheres.

 

Problemas físicos do álcool 

A morbidade e a mortabilidade associadas ao uso de álcool encontra-se aumentadas em mulheres, que apresentam taxas mais elevadas de problemas do fígado (incluindo cirrose) que os homens. E provável que as ações dos hormônios femininos contribua para piorar o dano ao fígado causado pelo o álcool. Alem disso, pressão alta, anemia, desnutrição, hemorragias, ulceras gastrointestinais, problemas cardíacos e cognitivos avançam mais rápido em mulheres, o que significa que o tratamento deveria ser instituído o quanto antes.

 

 Efeitos específicos do álcool em mulheres

O consumo abusivo de álcool está associado a diversos problemas de saúde:

 

– Interrupção das menstruações

 

– Tensão pré-menstrual

 

– Problemas de fertilidade

 

– Menopausa precoce

 

Durante a gestação, o abuso de álcool pode levar a síndrome fetal pelo álcool que é caracterizada pelo retardo mental grave e outros problemas congênitos, incluindo retardo de crescimento, anomalias faciais e cardíaca. Uma vez que a quantidade de álcool considerada segura durante a gestação ainda não se encontra determinada, a abstinência ainda e a melhor recomendação.

 

Problemas psiquiátricos do uso do álcool

 

Mulheres alcoolistas, mais freqüentemente do que os homens alcoolistas têm risco aumentado de também apresentarem algum outro problema psiquiátrico (65 contra 44%).

 

A identificação da existência ou não de um quadro de depressão é importante para o resultado do tratamento. Sabemos que um diagnóstico de depressão entre mulheres alcoolistas está geralmente associado a um melhor resultado do tratamento do alcoolismo, sendo que o oposto ocorre entre os homens.

 

Mulheres alcoolistas também apresentam mais freqüentemente transtornos alimentares como bulimia nervosa do que mulheres da população geral. O risco de desenvolver dependência de outras drogas também se encontra aumentado em mulheres alcoolistas, em comparação aos homens alcoolistas.